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Projeto sobre a história de Aleijadinho mostra como a arte pode comover crianças do ensino público
{22/05/09}
“Minhas origens são africanas”. Na fila formada pelas crianças da escola Nilza Thomazini, em Sumaré, para receber o autógrafo do escritor Marco Catalão, uma garota afirmava e reconhecia - orgulhosamente para a sua colega - a semelhança de suas origens com as de Aleijadinho, cuja trajetória acabava de receber uma abordagem especial, por meio do projeto Brasileirinhos.
Depois de distribuir o livro A arte de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (de Marco Catalão) e um livro em branco aos alunos - a fim de estimular o potencial criativo deles, propondo uma exposição destes trabalhos - e de capacitar educadores, o projeto levou, nesta sexta-feira (22), às EMEFs Antonieta Cia Viel e Professora Nilza Thomazini, o escritor, o artista plástico Orlando Marques e o arte-educador Cícero Edno ao encontro das crianças.
Idealizada pelo mestre e doutorando em Teoria Literária pela Unicamp, Marco Catalão, a iniciativa objetiva apresentar para os alunos de escolas públicas, de uma maneira interessante e descontraída, informações a respeito de figuras importantes para a cultura nacional.
Aluna da 3ª. série da escola Nilza Thomazini, Milene, 10, fez questão de registrar à equipe da iniciativa a receptividade ao projeto e a sua leitura, destacável, em relação à obra. “Esse livro mostra o valor de Aleijadinho, mesmo ele sendo filho de uma escrava e uma pessoa que tinha uma doença. Uma das coisas que mais gostei na história foi descobrir que a maior herança que o pai dele pôde deixar para ele foi a liberdade”, disse.
A iniciativa contempla as crianças com a entrega de 9 mil livros com textos escritos especialmente para este projeto e outros 9 mil livros em branco para que os alunos criem a sua obra; a apresentação de uma peça; e as visitas do autor e do artista plástico, com a proposta de aproximá-las de nomes como o de Aleijadinho. O livro A arte de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho contou com a supervisão técnica do professor Jorge Coli, um dos maiores especialistas em História da Arte do Brasil.
Brasileirinhos também tem como público-alvo os professores dos alunos que participam da iniciativa. Além de uma oficina de capacitação, o projeto oferece aos educadores um livro que propõe sugestões, orientações e informações para as atividades em sala de aula.
“Esse projeto possibilita a essas crianças, que residem em uma região periférica da cidade como a que a nossa comunidade está situada, o acesso à arte. A iniciativa as aproximou de Aleijadinho e isso elas vão levar para o resto da vida. Esse projeto abre um novo universo, possibilitando que elas possam, tal como Paulo Freire colocava, ler o mundo”, destacou Solange Rocha, coordenadora pedagógica de 1ª. a 4ª. série, da unidade de ensino localizada no bairro Matão. “Em nome da escola e das crianças, o nosso muito obrigada!”, acrescentou.
O projeto Brasileirinhos tem patrocínio de Marilan e da marca Scotch da 3M, realização da Editora Adonis, produção cultural de 3marias Produtora Cultural, apoio cultural da 3M, parceria das Prefeituras Municipais de Marília e Sumaré e apoio do Proac - Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura. Em Sumaré, a iniciativa irá atender alunos de 13 unidades da rede municipal de ensino. Além das 4,2 mil crianças envolvidas pela iniciativa em Sumaré, o projeto também tem a participação de outras 4,7 mil da cidade de Marília.
Livros utilizados no projeto:
Fotos do evento:
As fotos estão classificadas por dia para uma melhor visualização.
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