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AnimaLivro - 15/03/08

Postado por Cristina em 22/04/2008.
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Fada Lile!

Contar histórias é uma arte.
Entreter pessoas é uma arte.
Contar histórias com entrenenimento e deixar a alma falar por si própria é um dom.
E esse dom, Cristina Lazaretti possui com sobras.
Parabéns Cris, por todo o seu maravilhoso trabalho.
Guilherme
Postado por Cristina em 12/03/2008.
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Dicas de uma menina chamada Tininha
É complicado escrever. È preciso falar, mas quando se fala com palavras escritas é ainda mais delicado.
Eu gostaria que este Blog fosse um canal aberto e direto para que me “leiam”, ou bem... que me conheçam um bocadinho.

Vou usar este espaço para sugerir alguns textos e livros.
Isto é... Depois de indicar o maravilhoso livro de minha autoria "Tininha e a Fada Lile", é claro.
Deixo uma poesia de Olavo Bilac
Afinal ...Ver e viver a vida de maneira poética aumenta a chance de ser irresistivelmente feliz.
Grande beijo
Cris - Tininha - Ah! e Fada Lile.
O Pássaro cativo
Armas, num galho de árvore, o alçapão
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe então, por esplêndida morada,
Gaiola dourada;
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos e tudo.
Por que é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste sem cantar?
É que, criança, os pássaros não falam.
Só gorjeando a sua dor exalam,
Sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:
"Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores
Sem precisar de ti!
Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola,
De haver perdido aquilo que perdi...
Prefiro o ninho humilde construído
De folhas secas, plácido, escondido.
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pombas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Por que me prendes? Solta-me, covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade!
Não me roubes a minha liberdade...
Quero voar! Voar!
Estas cousas o pássaro diria,
Se pudesse falar,
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição,
E a tua mão tremendo lhe abriria
A porta da prisão...
Postado por Cristina em 27/01/2008.
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